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sábado, 20 de agosto de 2011

Os padrões de beleza dos últimos 70 anos


Vários ícones de beleza eternizaram os corpos almejados pelas mulheres ao longo do tempo. Muitas mudanças ocorreram e ainda prometem mexer com a cabeça das mulheres que buscam a silhueta ideal.





1. ANOS 40 e 50 Marilyn Monroe reinou durante muito tempo como símbolo máximo de beleza feminina. O corpo da loira virou símbolo sexual graças às suas coxas grossas, seios em formato de pera, barriguinha charmosa e madeixas loiras encaracoladas. Os braços também eram bem femininos e não tão magros. Fartura!





2. ANOS 60 e 70 No auge do movimento hippie a modelo e atriz Twiggy apresentou um corpo esguio e esquálido, sem muitas curvas, o que conferia um ar andrógeno para a londrina. Ela fez muito sucesso entre as garotas da sua época, que tentavam adotar o seu visual aparentemente rebelde. A mulher alta começava a ser cultuada!






3. ANOS 80 e 90 Madonna marcou o ínicio das mulheres que desejavam desenhar o corpo com sessões de musculação e atividades aeróbicas. Dançando ou na academia, a mulher dessa época desejou braços e pernas bem definidos e um corpo magro e atlético. Haja disposição!






4. ÍNICIO DOS ANOS 2000 Magreza e altura vieram definitivamente com a popularidade de Gisele Bündchen e a popularização do mercado da moda . Dietas mirabolantes e inibidores de apetite começam a fazer a cabeça das mulheres, que perdem a preocupação com saúde. Apesar da magreza, Gisele sempre conservou bustos médios e músculos femininos.






5. FINAL DOS ANOS 2000 No final da primeira década do século 21, o ideal de beleza femino mudou um pouco. Músculo mais exagerados, silicone, pele muito brozeada e cabelos lisos e loiros viraram febre. Juju Salimeni é uma das moças que ainda seguem esse padrão. A panicat tem coxas bem grossas, seios fartos e silicionados, abdômen e panturrilhas malhadas e braços musculosos. Esse tipo de corpo feminino é o mais popular no carnaval e nas praias cariocas. Bem diferente de Marilyn, não é?





6. Em 2015 Segundo o Dr. Robert Rey, um dos cirurgiões plásticos mais famosos do mundo, o corpo feminino que será padrão de beleza nos próximos anos tende a ser mais natural do que o padrão atual. Seios pequenos e/ou naturais, menos músculos, nada de magreza excessiva. Algo como Kristin Cavallari: naturalidade e leves definições.






O que é mais importante, sua saúde ou não aceitar seu biotipo e transformar seu corpo para seguir os padrões de beleza que estão sempre se modificando?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O massacre do corpo: influência da mídia

O culto ao corpo, também conhecido como corpolatria, é geralmente influenciado pela mídia. Atualmente, os corpos esguios, abdômen definido, corpo bronzeado são algumas das sugestões para que as pessoas sigam. Mas apenas uma pequena parcela atinge tais objetivos. Grande parte das pessoas, ao perseguirem esses ideais de beleza, ficam pelo caminho e, muitas vezes, apelam para formas nada saudáveis para conseguirem seus objetivos. Eu construo meu corpo ou o deixo ser construído?
Em nossa sociedade, o corpo é explorado, além das formas de produção que são evidentes, como o desgaste produzido durante a jornada de trabalho, tornando o corpo máquina. Outro fator que cresce assustadoramente, pressuposto do capitalismo, é o massacre do consumo, pois, por meio dos ideais vigentes, as pessoas são induzidas a consumir, para não se sentirem excluídas do contexto social.
A moda e a mídia também fazem parte da cultura e são instrumentos poderosos de afirmação cultural. Por meio delas, a cultura pode influenciar o modo de agir e ser das pessoas. Pode impor idéias e conceitos a serem seguidos, mas que, geralmente, servem aos interesses das classes dominantes.
O culto ao corpo está cada dia mais presente nas campanhas publicitárias, relacionando este culto à saúde e bem estar das pessoas, divulgando novas e diversas fórmulas para conseguir esses corpos valorizados e aceitos socialmente na busca incessante de uma identidade social. De acordo com esse anseio, a moda é utilizada como “arquivo e vitrine do ser/aparecer, sugerindo comportamentos e atitudes, fabricando selfs performáticos por meio de sutis recriações dos conceitos de verdade, de bem e de belo”. (VILLAÇA, 1999).
Na verdade, a busca incessante pela beleza traz grandes vantagens para a indústria, que vende seus produtos muitas vezes por preços absurdos. Diante dessas circunstâncias, será que você é responsável pela sua identidade corporal, ou é influenciado pela mídia?


Fica uma dica: Devemos ser felizes do jeito que somos, um tanto acima do peso ou um tanto abaixo, mas é claro: não podemos descuidar da nossa saúde.